quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Resoluções para um ano melhor

 Paz, hoje trago para vocês esse excelente artigo que fala como realmente se deve viver um "ano novo".

Dani

Resoluções para um ano melhor ( Eclesiastes 3. 15 )


Alan Brizotti

Resolução é a decisão firme de mudar. A decisão de sair do lugar da acomodação e tomar as rédeas da própria história.
Carlos Moreira, num artigo sobre o ano novo escreveu: "Coisa extremamente perversa é a rotina, o tédio, a mesmice, a acomodação. Não há nada mais destrutivo ao espírito humano do que alguém que virou coadjuvante da história, e não seu ator principal, passou a seguir mapas, e não a fazer mapas, satisfez-se em atingir a média, tornar-se igual, massificado, não-singular, cópia da cópia, rosto na multidão, clone de outros, holograma de carne e sangue. Esquecemos as lições do filósofo Eurípedes, quando afirmou 'tudo é mudança; tudo cede o seu lugar e desaparece'."
Érico Veríssimo disse: “Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”. Mudanças exigem determinação, garra, vontade, movimento!
Não é a “virada” do ano que tem o “toque de Midas” capaz de transformar a poeira do ano passado no ouro do ano novo. Nenhum ano é velho ou novo, é apenas a sucessão das estações – quem envelhece, ou não, somos nós! Como um rapaz escreveu num cartaz em New York, “seja a mudança”.
Quero refletir sobre algumas resoluções para um ano melhor:
1. Transforme o passado em memória, não em cárcere
O texto de Eclesiastes, em suas inúmeras versões, preserva a seguinte frase: “Deus pede conta do que passou”; ou “Deus investigará o passado”. Deus também é o Deus do ontem! Mário Quintana disse algo muito sério: “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente”. Não há como fugir do passado. Muitos gostariam de encontrar uma espécie de “lata de lixo existencial na história” onde pudessem jogar o passado – o problema é que teriam de ir junto!
O mesmo Mário Quintana foi ainda mais longe: “O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro”. O que somos é a mistura do que fomos com o que tentamos ser!
Precisamos aprender a curar as memórias para que o passado não se transforme em prisão. Só se cura o passado mergulhando na Palavra, pois nela encontramos os remédios da alma (Sl. 90. 12).
2. Faça a matemática da vida: menos reclamação mais reflexão é igual a crescimento
Uma frase escrita no pára-choque de um caminhão serve bem para ilustrar o que quero dizer: “Se chiar resolvesse, sal de frutas não morria afogado”.
A reclamação é uma enfermidade da alma. Causa dor na vida. Gera ranço na estrutura dos afetos. Enruga a face do amor. Reclamação é semelhante a regar um jardim com soda cáustica – vai gerar morte ao invés de vida.
Carecemos de equilíbrio: reclamar de tudo é adoecedor. “Há tempo para tudo”: essa frase deveria estar anexada em todos os quartos da nossa alma. O povo de Israel é marcado, nas páginas do AT por uma palavra: “Murmuração”. O termo hebraico utilizado tem o sentido de uma memória teimosa que insiste em reviver os fatos que machucaram a alma.
Faça a matemática da vida: nesse caso, menos vai ser sempre mais!
3. Viva para a glória de Deus
Irineu dizia que “a glória de Deus é um homem cheio de vida”. Deus é Deus de vivos! Acredite no Deus que nos ajuda a viver. Chame Deus para dentro do seu quarto de mudanças e acredite, Ele o ajudará no processo doloroso das transformações.
Charles Chaplin dizia que a coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina: na morte. Deveria ser ao contrário. Ele disse que “nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo”.
Stanislaw Jerzy Lec disse algo muito provocante: "tantas pessoas vivem numa rotina tão exata, que é difícil de acreditar que elas vivem pela primeira vez." A rotina é a mãe do tédio e a sogra do cansaço.
Viva para a glória de Deus. Viva para marcar a história. Viva para que as memórias sejam testemunhos do que realmente valeu à pena. Viva para que o mundo veja que em Cristo a vida é uma história de amor.
Charles Chaplin: escreveu um texto sobre a vida que gostaria muito que você guardasse em sua alma:
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, Já fiz amigos eternos, já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, Já fui amado e não soube amar. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, Já liguei só pra escutar uma voz, Já me apaixonei por um sorriso, Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e... Tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas sobrevivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... E você também não deveria passar. Viva!!! Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e A VIDA É MUITO para ser insignificante.

Fonte: Genizah Virtual

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

9 motivos para um crente não comemorar o Natal

Participo de alguns grupos de discussão. Entre eles, gosto muito dos Christians Nerds, e dos assuntos ecléticos ali debatidos. Entre eles, material interessante sobre o Natal, no qual me baseei para trazer a lista abaixo:
Há séculos , cristãos – ditos – protestantes celebram o Natal através de cantatas, jograis, dramatizações, embora é cada vez mais crescente novos grupos evangélicos que divulga essa data comemorativa como algo pervertido, oriundo do paganismo. As razões alegadas são as mais diversas: sua origem está ligada ao culto pagão ao deus Mitra, que a data real do nascimento, 25 de dezembro está incorreta e ligada a cultos pagãos, que a árvore de natal é originária de Babilônia, que não existem referências bíblicas que justifiquem tal celebração...
Enfim: os adeptos da Teologia Conspiracionista expõem uma galeria de argumentos de aparência piedosa, mas eles resistem a um contra argumento simples?
1)“Jesus não nasceu em 25 de dezembro”.
Provavelmente não. Mas a legitimidade do Natal não exige essa exatidão, já que a celebração comemora a encarnação de Deus entre os homens, assim como não existe unanimidade na exata idade em que foi crucificado, ou até, no ano em que nasceu.
Convencionar uma data não torna a celebração pagã, já que mesmo a Pascoa tem a data alterada a cada ano. Muitos não tem ideia da dimensão do milagre ocorrido quando a data é celebrada, já que o criador dos Universos dos Universos se fez um pequeno bebê nas poeirentas terras do Oriente Médio de 2000 anos atrás. A data escolhida por Ele só teria real importância para aqueles que querem fazer mapa astral, com seus ascendentes e descendentes.
2)  “25 de dezembro era a data romana onde se comemorava a adoração ao Sol Invictus”.
Fato: a partir do momento que Roma experimenta a conversão ao Evangelho, as homenagens antes feitas ao sol, agora são direcionadas a Jesus. A associação do Messias a um brilho que ofuscava o próprio Sol tornou-se uma ideia cada vez mais aceita entre os novos convertidos, já que a crença local não o via apenas como ser iluminado, mas autor, inclusive, da própria luz.
Imaginemos – minha fé hoje não é tão grande assim – que os brasileiros se convertessem a ponto do Carnaval não ser mais uma festa aceita, e se transformasse numa celebração ao Espírito. Haveria algum tipo de problema com a conversão dessa data atualmente tão nociva?
3) “A árvore de Natal descende da antiga Babilônia, desde tempos de Ninrode...”
O detalhe, mesmo se essa informação for constatada como verdadeira, é que uma coisa não invalida a outra, já que a árvore não é um simbolo exclusivo desse culto pagão. Se, em alguma longicua tribo de 10.000 anos atrás, nomades cultuavam deuses pagãos como Astarote, Moloque ou Baal, hoje o simbolismo poderia ligá-la a Arvore da Vida. O pinheiro mantém suas folhas verdes, mesmo no mais duro inverno ou na mais extenuante seca, sempre apontando para o alto, reta, em direção ao céu.
Se para o pagão, o Domingo é o “Dia do Sol” (Sunday), para o cristão é o “Dia do Senhor”. Se para o movimento GLBT, o “arco-íris” é o símbolo deles, para nós é o sinal da aliança entre Deus e a terra (Gn 9.13). Simbolismos variam de grupos para grupos.
4) “A Bíblia não prescreve essa comemoração”.
A igreja é por excelência um lugar de celebração. Nela celebramos o culto a Deus, mas também celebramos as ações de graças, nascimento dos filhos, o casamento, as bodas de ouro de nossos pais, os 15 anos da filha, o aniversário da igreja, o aniversário de seus membros. Porque então ela não celebraria o maior evento de todos, que é a Encarnação do Verbo? Muitos que são contrários ao natal, deveriam ser coerentes e nem se lembrar do aniversário da esposa. Aí eu quero ver! [Detalhe: as igrejas contrárias ao Natal fazem grandes festas celebrando o próprio aniversário].
5) “Trocar presentes é invencionice do Natal”
No passado, o povo de Deus separava um mês do ano para fazerem banquetes e trocarem presentes uns com os outros (Ester 9.22-23).
6) “O Natal foi comemorado a primeira vez somente no ano 356”.
Engano: o 1º Natal foi comemorado junto às campinas onde um grande coral de anjos louvou: “Glória a Deus nas maiores alturas....”
7) “Não é bíblico”
Se nas igrejas não há nenhum impedimento de se realizar cultos temáticos alusivos ao Pentecostes, à Páscoa, à Paixão, por que não realizar cultos alusivos ao nascimento de Jesus num determinado mês do ano? Se em maio as igrejas fazem cultos alusivos à Família, porque em dezembro – ou qualquer outro mês - não pode fazer alusivo ao Nascimento de Jesus, que é um tema bíblico tão detalhadamente narrado pelos evangelhos?
8) É uma data apenas para o consumismo.
Quando eu não conhecia a Cristo, a data que mais me aproximava Dele – ou onde mais se falava desse Nome – era o Natal. Como cristão praticante, todos os dias são próprios para falar de Jesus. Mas podemos imaginar o que um homem como o apóstolo Paulo faria, se tivesse uma data dessas, com boa parte da população mundial se atendo ao assunto, como não faz o ano inteiro.
9) Natal é uma festa mundana.
Negativo: ouça a Simone cantando que é uma festa cristã. Qualquer distorção mundana é uma apropriação indevida que os interesses desse mundo implantaram em prol de seus benefícios. O uso das agências de propaganda do natal para alavancar as vendas não transforma o nascimento de Jesus, confirmado na História, em um presépio de eletrodomésticos, TVs de 50” e celulares de última geração. 
Quem faz isso somos nós.
Justificar a não comemoração da data pelas distorções impostas pelo sistema é dizer que nossa devoção pelo Deus Altíssimo perde o valor por conta das abominações humanas. É incoerente.
Vivemos de acontecimentos cotidianos, mas também de eventos especiais e marcantes em nossas vidas, vivemos de memórias e celebrações. Sem a lembrança das coisas passadas, dos eventos alegres e significativos, tornamo-nos duros, secos, e esquecemo-nos dos feitos do Senhor. O salmista nos ensina: "Recordarei os feitos do Senhor, sim, me lembrarei das tuas maravilhas" (Sl 77.11).
Natal é uma delas que sempre faço questão de lembrar.
Fonte: http://www.genizahvirtual.com/2011/12/9-motivos-para-um-crente-nao-comemorar.html#ixzz1iOBK6mA0